Segurança

Moradores alegam intimidação em abordagem nos trilhos em Santa Maria

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Andar nos trilhos é um ditado popular que faz alusão ao bom comportamento de uma pessoa. Mas não é a expressão mais adequada para quem passa próximo à linha férrea, perto da Gare da Estação em Santa Maria. Ultimamente, quem usa o local como atalho — o que é proibido e perigoso — reclamou da abordagem de seguranças que fazem a vigilância patrimonial para a Rumo América Latina Logística (Rumo), que tem a concessão da malha ferroviária.

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Na última terça-feira, um grupo de quatro pessoas registrou um boletim de ocorrência na Brigada Militar por ameaça, já que essas pessoas sentiram-se intimidadas pela postura de um vigilante — são quatro vigilantes no local, em dois veículos, em turnos a cada 12 horas. Os pedestres reclamam também que não há placas no local informando que é proibido acessar a área.

— Eles (vigilantes) estão abordando as pessoas, mas não colocaram nenhuma placa para sinalizar nem cercaram nada. Ali foi uma passagem a vida toda. Se tivesse uma placa, quando você for abordado, não tem o que reclamar. Esses dias, foi com a minha mulher, eles mostraram a arma para ela. Outra vez, aconteceu comigo e o meu filho. Vieram três guardas e nos abordaram com truculência — conta um homem que mora próximo ao local e que não quis se identificar.

Pela sua assessoria de imprensa, a empresa Rumo informou que as placas são obrigatórias apenas nas passagens em nível (onde os trilhos cruzam com a rua ou a rodovia) e que, nesse caso, todas são sinalizadas. Além disso, a empresa ressaltou que as pessoas só podem atravessar nesses locais onde há a sinalização. Quanto ao cercamento da linha férrea, é algo impossível, assim como as rodovias, que, do mesmo modo, não são cercadas. A empresa também emitiu uma nota falando sobre o caso (veja quadro)

Ouvidos pelo Diário, alguns vigilantes da empresa Grupo GP, que faz a segurança no local, negaram ter havido intimidação.

— Muitas pessoas pegavam até carona nos trens, e outros aproveitavam para abrir os vagões e furtar. As pessoas caminhavam muito por aqui, mas é perigoso pelo tráfego de trens. Nós estamos fardados, a gente adverte. E, se recusam-se a sair, chamamos reforço, mas nunca houve agressão nem ameaça — diz um vigilante, que prefere não ser identificado.

Conforme a Brigada Militar, os vigilantes envolvidos na suposta intimidação aos pedestres devem responder a um termo circunstanciado.

O que diz a Rumo América Latina Logística (Rumo):

A concessionária informa que não compactua com atos de intimidação e repudia qualquer forma de ação violenta. As equipes de segurança contratadas pela empresa reúnem profissionais devidamente treinados para agir sempre dentro da legalidade. A faixa de domínio da ferrovia constitui uma área operacional, onde a circulação de pessoas não autorizadas é expressamente proibida. Por isso, a Companhia frequentemente realiza campanhas educativas ao longo da sua malha. O objetivo é conscientizar a comunidade quanto à importância de um comportamento seguro com relação à ferrovia. 

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